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O QUE É A CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

   

Pergunta-se, “Porque crentes de várias denominações tradicionais, às vezes com dezenas de anos ligados às suas igreja, ao assistir apenas um culto na CCB abandonam de vez sua denominação e se unem a CCB, aceitando o rebatismo nas águas, alegando tais crentes “agora possuir toda verdade”.

O que se deu de tão excepcional que os levou a agir assim tão drasticamente depois de vários anos em suas igrejas? Qual o segredo existe na CCB que leva pessoas que pareciam tão firmes mudarem assim repentinamente de igreja? Qual a força de atração da CCB? Uma coisa é certa: não foi a descoberta de alguma doutrina genuinamente bíblica que os levou a agir assim. Isto afirmamos porque é notório que os anciãos da CCB não conhecem a Bíblia. Proíbem mesmo seu estudo sob a evasiva de que “a letra mata” (2 Co 3:6). Então o que houve?

1. O TIPO DE CULTO

O tipo de culto que se realiza nos templos da CCB é caracteristicamente diferente de todos os tipos de culto realizados em outras denominações evangélicas. O culto que lá se realiza desenvolve-se da seguinte maneira:

O ancião lê a história de uma das curas milagrosas relatadas na Bíblia e aplica-a às necessidades da congregação: “tem irmão aqui hoje que acha que não tem mais esperança, não tem mais jeito. Chegou aqui abatido e triste, mal criou ânimo para chegar à congregação. Mas Deus te diz nesta noite, “Tem animo porque vou fazer uma obra na tua casa”. Os vizinhos podem achar isso impossível, os parentes podem estar se rindo de você, o médico pode já ter desenganado, mas quando Deus promete, ele cumpre. Fique em comunhão que o irmão vai ver a poderosa mão de Deus.”

Outro exemplo:

“Aqui tem uma irmã que discutiu com seu esposos por causa da arrumação de sua casa, preocupada com cortinas, vasos de flores da sua nova moradia. “O Senhor diz que não faça isso”. Não deve permitir que as coisas materiais venham perturbar a harmonia do lar”.

Outro exemplo:

Você irmão que tem trabalhado nesse ramo de negócio, e que não está indo bem, não se desespere. O Senhor vai dar um jeito. Vai arranjar um outro tipo de negócio mais rendoso”.

E assim sucessivamente, o membro da CCB sai do templo com a convicção de que “O Senhor falou comigo esta noite”. De modo que, quando se dirige ao templo da CCB o crente não vai escutar uma pregação ou ensino baseado na Bíblia, porque a Bíblia é apenas usada para pretexto para uma série de adivinhações. O certo seria ir buscar orientações da Bíblia: Jo 17:17; Sl 119:105, 130. E como se prepara o ambiente para essas “revelações” como se fossem dadas pelo Espírito Santo? Ao entrarem no templo, os crentes comunicam seus pedidos de oração ao porteiro, que anota o número de pedidos de tipos diversos num cartão próprio, posteriormente entregue ao ancião que dirige o culto. Os pedidos são classificados em poucas categorias que correspondem a temas básicos da vida do crente e refletem os dilemas das classes pobre do brasileiro. As categorias são as seguintes: tribulações e suas causas, enfermidades, viagens e testemunhados. Ainda existe a categoria de acidentes. As viagens são de grande importância na CCB e é objeto de constante interesse por parte dos membros. Antes de empreender uma viagem, o membro pede direção divina de que determinada viagem deve ser feita, e pode ser realizada com segurança. Essa confirmação vem através de algum ponto de pregação, “Tem irmão aqui que pretende empreender uma viagem à sua família em outro Estado. O Senhor diz ao seu servo que não faça essa viagem já. Espere mais um tempo.”

Depois de recebidos pelos porteiros, os pedidos de oração são entregues ao ancião, que apresenta as várias categorias dos pedidos à congregação a fim de serem lembrados na oração. No cartão que o porteiro entrega ao ancião consta o número de pedidos de cada tipo, mas este dado não é relatado à congregação. Resultado: O fundamental para o sucesso da reunião é o papel do ancião que funciona como advinho ou oráculo. E assim, o membro vai à casa de oração procurando iluminação sobre determinada decisão, e na hora da palavra o pregador, embora não conhecendo individualmente cada caso de dúvida do crente, dá uma palavra que ele julga ser a resposta à sua ansiedade e o crente retira-se com a convicção que expressa ao demais, “O Senhor falou comigo nesta noite”.

Nada pode ser planejado. Tudo deve funcionar improvisadamente. A tal ponto que, os membros da CCB costumam se dirigir a crentes de outras igrejas, dizendo: “Na CCB a nossa comida espiritual é quentinha. Sai na hora. Enquanto sua comida é amanhecida”.

Tal situação é decorrente da falsa interpretação de Mt 10:19,20 - “... não cuideis em como ou que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de falar; visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós.” Como disse um pregador: “Possuir o Espírito Santo e não ter conhecimento bíblico, conduz ao fanatismo”. E é isso o que acontece na CCB. A falta de conhecimento bíblico leva os crentes a buscar outras fontes de inspiração como adivinhação, condenada pela própria bíblia em Dt 18:9-12; Jr 14:14; Ez 13:1-10. O Espírito Santo que inspirou a Bíblia (2 Pe 1:20-21), também nos faria lembrar das palavras de Jesus (Jo 14:26; 15:26; 16:26). não seria “horoscopia” evangélica? Da forma como as pessoas buscam direção através de horóscopos, os crentes da CCB buscam direção em “mensagens proféticas” espúrias, dadas por homens que de antemão tomam conhecimento da situação do auditório para “profetizar”: “Os profetas profetizam mentiras em meu nome, nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa; adivinhação; vaidade e engano do seu íntimo é o que eles vos profetizam” (Jr 14:14). Tal convicção de que “o Senhor falou” ou “o Senhor não falou” é tão impressionante entre os crentes da CCB que obedecem com mais prontidão a palavra “profética” do que a Bíblia (Jo 5:39,40; 2 Tm 3:16-17).

2. DADOS HISTÓRICOS:

Em março de 1910 vem ao Brasil, Luiz Francescon, nascido em 20 de março de 1866, em Cavasso Nuevo - Província de Udine, Itália, dando início ao trabalho na cidade de Santo Antônio de Platina, estado do Paraná. Em fins de junho do mesmo ano vem a São Paulo e, poucos dias depois, batiza 20 pessoas provenientes de igrejas como Presbiteriana, Batista, Metodista, e um Católico, apenas. Com isso se vê a tendência proselitismo da igreja recém formada. Uma das práticas mais comuns dos crentes da CCB é visitar os novos crentes de outras igrejas. Qual o assunto logo de início nessa visita? O combate à forma de contribuição, o sistema de dízimo, inoculando na mente do crente recém convertido que terá de desembolsar 10% de seus ganhos para a igreja, da qual se tornará futuramente membro e que na CCB não há tal exigência. Afirma mais que tal contribuição irá para o bolso do pastor, que não trabalha e vive como um parasita às custas da igreja.

 
   
 
 
 
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