| Pr. Joaquim de Andrade
É o que está dito na revita TIME, de
quatro de agosto de 1997, pp.31 - 39. O artigo
mostra o sucesso econômico e o poder de influência
da igreja mórmon em solo norte americano e em
diferentes partes do mundo, principalmente na América
Latina.
· Foi em 1950, diz o historiador Jan Shipps,
que os mórmons passaram de “caluniados”
para “venerados”, devido a sua combinação
de orientação familiar, otimismo, honestidade
e uma agressividade agradável, coisas muito valorizadas
atualmente.
· 15 senadores e representantes circulam
atualmente pelos corredores do Congresso americano. O
FBI e a CIA recrutam constantemente das fileiras mórmons.
· A igreja mórmon é, numericamente,
o grupo mais bem sucedido que nasceu em solo americano
e um dos que mais cresce em qualquer parte do mundo.
Sua membrezia nos Estados Unidos de cerca de 4.8 milhões
é a sétima maior do país.
· Gordon B. Hinckley, o atual presidente
e profeta da igreja, está engajado numa massiva
construção em países estrangeiros,
gastando bilhões de dólares para erigir,
anualmente, 350 locais de reuniões do tamanho
de uma igreja normal, e acrescentando 15 novos templos
aos 50 já existentes. O sociólogo Rodney
Stark, da Universidade deWashington, projeta que em
83 anos, a membrezia mundial do mormonismo poderá
chegar a 260 milhões.
· Não existe qualquer igreja nos
Estados Unidos tão ativa na vida econômica
como os santos dos últimos dias.
· A primeira diferença entre a economia
mórmon e a das outras denominações
é o dízimo. A maioria da igrejas
levanta grande parte de suas rendas através de
ofertas (ou doações). Muito poucas,
entretanto, impoem uma taxa obrigatória de 10%
sobre seus membros. Os dízimos são recolhidos
localmente e passados para os líderes leigos
locais nas reuniões de domingo. Na segunda, as
autoridades da igreja em Salt Lake City já ficam
sabendo de cada centavo que entrou e providenciam para
que o dinheiro esteja no banco. E há muito
depósito. No ano passado, $ 5.2 bilhões
de dízimos chegaram a Salt Lake City, sendo $
4.9 bilhões somente de mórmons norte americanos.
E COMO SÃO RICOS!
Os bens da igreja chegam a um total mínimo de
30 bilhões de dólares.
Templos e locais de reuniões nos Estados Unidos:
$ 12 bilhões
Templos e locais de reuniões for dos Estados
Unidos: $ 6 bilhões
Investimentos: $ 6 bilhões
Fazendas e propriedades: $ 5 bilhões
Escolas: $ 1 bilhão
Renda anual: $ 5.9 bilhões.
A melhor fazenda de carne no mundo é o Rancho
Deseret Cattle & Citrus, perto de Orlando, na Flórida,
valendo $ 858 milhões. A igreja possui mais
de 100 propriedades através do seu sistema de
previdência social. Outros bens incluem 11.571
locais de reuniões e 50 templos ao redor
do mundo.
O Centro Cultural Polinésio no havaí
arrecada pelo menos $ 40 milhões por ano.
A igreja possui 16 estações de rádio
e uma estação de TV. Possui universidades
em Provo, Havaí e Jerusalém.
O QUE CRÊEM OS MÓRMONS?
O mormonismo crê na Bíblia mas acrescenta
três outros livros: O Livro de Mórmon,
Doutrina e Convênios e Pérola de Grande
Valor. Afirma que depois de sua ressurreição,
Jesus veio à América ensinar aos índios,
tidos por eles como uma antiga tribo de Israel. Dizem
ainda que nos tempos antigos, a Igreja de Jesus Cristo
caiu em apostasia total. Foi somente em 1820 que
Deus restaurou novamente a sua Igreja na terra através
um jovem norte americano chamado Joseph Smith, Jr.
Smith afirmou que em 1823, um anjo chamado Moroni o
visitou em sua casa e o instruiu para que cavasse no
monte Cumora, perto de Palmyra, Nova York, onde ele
encontraria importantes registros relacionados com a
Bíblia. Foi assim que ele encontrou placas
de ouro escritas em hierógrifos do “egípcio
reformado”. De forma sobrenatural, Smith fez a
tradução das placas e o resultado desse
trabalho veio a ser O Livro de Mórmon, publicado
pela primeira vez em 1830. Ele continuou a receber “revelações”
e uma delas era a de que Cristo voltará para
reinar sobre a terra e estabelecerá a sede de
seu reino no condado de Jackson, estado de Misouri. O
mormonismo já possui um grande pedaço
de terra naquele lugar.
Há uma longa lista de práticas atuais
dos mórmons alheias aos evangélicos. A
mais conhecida tem a ver com os rituais dos templos,
onde os que não são membros não
podem entrar. Nas cerimônias de investiduras,
os iniciados recebem o “garment” do templo
(uma roupa íntima e branca), que eles são
obrigados a usar por baixo da roupa por toda a vida.
Os casamentos são “selados”, não
apenas até que a morte os separem, mas por toda
a eternidade. Os mórmons celebram também
o batismo por procuração pelos mortos. Para
garantir aos ancestrais não-mórmons a
oportunidade de salvação, os mórmons
de hoje são batizados em favor de seus antepassados.
A preocupação com os antepassados tem
levado os mórmons a a investir e desenvolver
o maior arquivo genealógico do mundo. A microfilmagem
tem o equivalente a 7 milhões de livros de 300
páginas cada. Crêem que o seu presidente
é um profeta que recebe novas revelações
de Deus. Essas revelações podem anular
as antigas, como é o caso de um dos ensinos mais
controvertidos da igreja. Smith estabeleceu a poligamia
nos primórdios do mormonismo em 1831, mas em
1890, um outro presidente da igreja anunciou a sua abolição.
Da mesma forma, a norma que impedia os negros de participarem
do sacerdócio na igreja mórmon foi abolida
por uma nova revelação em 1978, abrindo
uma avenida para um imenso trabalho missionário
na Africa e no Brasil. |